quarta-feira, 23 de junho de 2010

Perspectiva sócio-interacionista para a EAD

A definição de um processo de avaliação coerente, tem sido uma das dificuldades que se destacam na modalidade da Educação a Distância, o que se percebe é que estas atividades a distância realizadas por meio de ambientes virtuais de aprendizagem são em muitos casos avaliadas de forma restrita, através da quantificação de participações e acessos e da realização de provas objetivas como testes de múltipla escolha. Basear a educação exclusivamente nesses instrumentos restringe seu potencial, pois a educação no mundo contemporânea, seja presencial ou a distância, demanda a implementação de práticas pedagógicas que enfatizam os processos de interação entre os participantes. Avaliar nesta perspectiva significa valorizar as trocas comunicativas que acontecem durante um curso a distância e não somente a leitura dos materiais seguida da elaboração de atividades solicitadas ao final de cada aula.
A EaD, dependendo da perspectiva que lhe seja atribuída, contemplará em sua proposta pedagógica somente o amontoamento de materiais sem o cumprimento de suas propostas ou, por outro lado, a formação humana autônoma e solidária, como também definirá o papel central do professor-tutor como mediador e facilitador no processo de aprendizagem. Neste contexto, tem-se valorizado na pedagogia da educação a distância no Brasil, de forma bastante expressiva a perspectiva pedagógica sócio-interacionista, por entender que o conhecimento é uma construção social colaborativa, assim como, no sentido da interatividade, a educação a distância tem investido em seu ambiente de aprendizagem, bem como nas novas tecnologias da informação e comunicação, que proporcionam a troca de conhecimentos que, de forma interdisciplinar, constrói uma educação que inova e transforma.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ambientes Virtuais de Aprendizagem/ Tutoria a Distância

A educação só atinge seu objetivo quando é possível aprender, quando o aluno se torna capaz de construir e reconstruir modelos, com os quais ele consiga atribuir sentido às informações que recebe. A aprendizagem exige ambientes diferenciados , onde se aprende, embora não necessariamente se pratique educação, portanto é do professor a missão de criar ambientes em que este processo seja viável, para que do contato com o outro possa surgir aprendizagem. A grande tarefa do professor atualmente é ser mediador , educador, e a tarefa da sociedade é a de viabilizar a formação inicial ou continuada desse educador, que não deve se limitar a um papel de replicador pois as necessidades do homem e da vida contemporânea, ultrapassam os limites da reduplicação de procedimentos e do armazenamento de informações, necessidades de aprendizagem do homem contemporâneo precisam ser adaptadas, para que possam alcançar seus objetivos, que seriam um conjunto de habilidades cognitivas capazes de levar o sujeito ao processamento acurado das informações a que tem acesso, pelas mais diferentes mídias, de modo a selecionando-as possa chegar ao conhecimento novo, construído, assim, a partir do influxo da informação nova sobre aquilo que já o sujeito já sabia, portanto, os processos educacionais que levariam ao pleno desenvolvimento do indivíduo, devem passar pelo desenvolvimento cognitivo do sujeito, o que ocorre, preferencialmente , pela interação com o mundo que o cerca. Com a inserção do computador na vida social da maioria dos indivíduos fez com que este se tornasse parte do nosso cotidiano e a incorporação de ferramentas de interação em ambientes virtuais de aprendizagem é um mecanismo fundamental na construção de propostas educacionais, porém ainda falta um balizamento para o uso de tais ferramentas, que se sobrepõem e se substituem mutuamente, como se todas servissem para tudo ou para nada, assim, a partir da análise de algumas plataformas mais utilizadas hoje, pode-se listar uma série de ferramentas de comunicação e informação capazes de compor um sistema que atendesse ao aluno nas mais diferentes situações de aprendizagem como: Sala de aula virtual, Sala de trabalho em grupo,Café virtual, ICQ interno, Tutor on line, Lista de discussão, Mural, Fórum de discussões, Debate virtual, Prova virtual, E-mail, Perfil, Biblioteca virtual, Tira-teima e Portifólio. Com a utilização de tais ferramentas surge a necessidade da figura do Tutor a distância (Professor invisível), o que determina uma mudança na relação pedagógica, onde o aluno não está mais frente a frente com o professor, na educação a distância, embora tratando-se de uma modalidade educativa alicerçada na utilização de novas tecnologias, a aprendizagem demanda certos procedimentos, estratégias e competências comuns ao tutor tais como: Organizar e dirigir situações, Administrar a progressão das aprendizagens, Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação, envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalhos, trabalhar em equipe, participar da administração da escola, informar e envolver os pais, Utilizar novas tecnologias, enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão, Administrar sua própria formação contínua. O papel do professor na educação a distância constitui-se em um parceiro dos estudantes no processo de contrução do conhecimento onde ele deve interagir com os alunos, de forma não presencial, individualmente e e grupos, encorajando-os e incentivando-os.

domingo, 23 de maio de 2010

Internet e inclusão: otimismos exacerbados e Lucidez pedagógica

A evolução da internet proporcionou novas utilizações para a comunicação eletrônica e gradativamente está presente nos mais diversos setores da atividade humana social e produtiva. Daí a pregação de que o livre acesso à informação na internet resulta na necessidade, cada vez mais urgente e a na realização, cada vez mais próxima, do desenvolvimento de políticas que contemplem a formação cidadã, condição imperativa da nova sociedade. O que dependerá não apenas da distribuição democrática dos conhecimentos e informações, mas também da capacidade para produzi-los. No âmbito da educação, alternativas que incluem as tecnologias como soluções para a formação de professores em resposta à demanda educacional, pode resultar tanto em solução como em agravamento do problema. Agravamento se a tecnologia empregada não promover a interação necessária, considerando-se a linguagem e comunicação estabelecida no programa educacional e a facilidade de uso da ferramenta no ambiente ou recurso tecnológico, e solução desde que os alunos e professores tenham acesso democrático e de qualidade aos meios, preparo para utilizá-los e um canal aberto e eficaz para que a interdisciplinaridade aconteça, favorecida pela mobilidade própria das tecnologias. Para que a internet assuma caráter democrático e inclusivo, a educação deve empenhar-se no desenvolvimento do letramento digital, condição que ultrapassa a alfabetização como processo de codificação e decodificação da linguagem e da escrita. Para tanto pressupõe domínio para além da técnica, atingindo outros patamares na relação do leitor com as literaturas de forma a se apropriar dos mecanismos de criação de conhecimento, num exercício de relacionar fatos, imagens, dados significativos. No entanto, o professor ainda tem que enfrentar sozinho as dificuldades de implantação das mudanças necessárias em sua prática, não basta pensar na formação e na capacidade do professor, mas cobrar políticas educacionais que contribuam para a efetivação das transformações necessárias ao sistema escolar, a meu ver, um passo importante foi a utilização de programas de educação a distância, onde um ferramental disponível para a comunicação a distância permite um mundo em que os campos de interação se tornem capazes de serem globais em escala e alcance acenando com as possibilidades de uma transformação social mais acelerada pela velocidade dos fluxos de informação, a educação a distância, utilizando a rede como ambiente de comunicação e interatividade, tornou-se uma modalidade de ensino que atende a um público com as mais diversas características por isso mesmo visa elevar a qualidade de vida e das relações das pessoas, na atual sociedade. Portanto acho que o caminho é esse, sem dúvida ainda se tem muito que trabalhar e produzir, mas em um futuro próximo com a continuação de projetos que envolvam cada vez mais educação e tecnologias como a internet teremos muitos bons frutos para colher.

sábado, 15 de maio de 2010

A sociedade atual e as demandas para os professores: definindo a primeira linguagem

A aprendizagem do professor é dada como um processo permanente e contínuo de formação e não poderia ser diferente a aprendizagem do professor na área da informática na educação.
No dia a dia do professor, apresentam-se exigências e necessidades que podem levá-lo a novas aprendizagens relacionadas ao exercício da docência, na informática a utilização de novas tecnologias no ensino exige do professor dominar as funções básicas da informática, planejar e organizar aulas utilizando recursos da informática e realizar a transposição didática dos conteúdos a serem ensinados por meio do computador, porém o desenvolvimento dessas competências exige a construção de conhecimentos que não fizeram usualmente parte do currículo de formação inicial da maioria dos professores, porém as atuais discussões e políticas públicas na área de informática na educação tem considerado o professor como um componente fundamental para o processo de introdução do computador no cotidiano do ensinar e aprender, espera-se que ele promova a interação entre a informática e a sua disciplina e, por meio dessa interação proporcione aos alunos o acesso às novas informações e aprendizagens de modo que aprendam efetivamente, sejam críticos diante das informações e do conhecimento promovido por meio da tecnologia.
Analisando-se que boa parte do conhecimento dos professores é fruto de sua experiência de vida, principalmente de sua vida escolar podemos dizer que cada um tem sua forma própria de ser professor, de aprender, de conduzir a sua sala de aula, de se relacionar com os alunos, de utilizar os recursos pedagógicos, ou seja, aprende-se pela experiência e pela observação. Aprender a ensinar é um processo que se inicia através da observação de mestres considerados bons professores, mas os cursos também devem desenvolver nos futuros professores a capacidade de análise social do contexto em que é desenvolvido o processo de ensino aprendizagem e não somente esperar que o professor aprenda com a prática, ou seja na formação do professor a educação como um todo assim como no caso específico da informática deve envolver tanto a racionalidade técnica quanto a racionalidade prática que capacita e dá munição e segurança para professores enfrentar este grande desafio só assim teremos profissionais mais completos e mais preparados para enfrentar os desafios e obter sucesso nesta difícil profissão.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

De Tecnologias da informação e Comunicação a recursos educativos

Não há como negar que o surgimento das TICs com a pretensão de utilização no âmbito da educação, gerou uma enorme expectativa, pois muitas pessoas interessadas em educação viram nas tecnologias digitais de informação e comunicação como o novo determinante, a nova oportunidade para repensar e melhorar a educação, viram o computador como a máquina de ensinar, porém isto não é uma tarefa simples nem rápida nem tão pouco barata.
Não é simples porque a idéia para o novo modelo de educação onde o aluno deve executar diferentes tipos de práticas educativas, voltadas para a pesquisa e a resolução de problemas com alto grau de colaboração, onde a utilização de novos meios na escola deve ser resultado não de uma imposição administrativa, mas de um sistema de ajudas que responda as iniciativas dos professores, segundo o enfoque construtivista da gestão muda quase que totalmente a idéia que temos de escola hoje, onde o aluno de certa forma é obrigado a decorar ou aprender pensamentos do professor para responder uma prova e através desta prova seu grau de aprendizagem é avaliado. Mudar esta estrutura de ensino demanda um tempo considerável, visto que já está enraizado em nossa sociedade e conseqüentemente qualquer alteração que se proponha neste padrão exigirá algum tempo para que seja aceito. Além disso precisa de uma infra-estrutura tecnológica adequada e conseqüentemente um custo elevado não só para a implantação de tais estruturas como também para sua manutenção.
Portanto, não se pode esperar que as TICs tem um poder mágico para resolver os problemas de ensino mas com certeza é uma ferramenta importante e juntamente com muitas mudanças, dentre elas nos próprios professores, que terão que redesenhar seu papel e sua responsabilidade na escola atual, assim como nas esferas da direção da escola, da administração e da própria sociedade é que poderemos obter uma metodologia de ensino que realmente prepara o aluno para o mundo real.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Da Sociedade da Informação à sociedade do Conhecimento

Partindo-se do pressuposto que o desenvolvimento e a utilização do conhecimento nas organizações se deve ao próprio estágio de desenvolvimento da sociedade, podemos entender melhor como, para cada estágio de mudanças que ocorreu na sociedade, uma ou várias ou várias tecnologias serviram como aparato de construção da própria sociedade. Ao observarmos a evolução civilizatória com suas transformações contínuas, primeiro da agrícola para a industrial, depois da industrial para a pós-industrial, esta dedução fica mais evidente.
No período da sociedade agrícola, a terra era uma espécie de quantificador de riqueza, pois a subsistência estava diretamente relacionada a este bem, o homem vivia na zona rural e trabalhava por seu sustento e de sua família servindo as classes dominantes, onde ficava bem caracterizada uma hierarquia de poder e as relações comerciais e econômicas foram sendo criadas em função da propriedade e da agricultura.
Em um segundo cenário, na sociedade industrial ou sociedade da Informação, a riqueza muda da terra para o que era produzido em fábricas, em que o proprietário dos meios de produção desempenhava a função que antes era dos proprietários de terra, que em ambos os casos controlavam e exerciam poder sobre a vida das pessoas no âmbito do trabalho, o homem comum é obrigado a viver nas cidades onde se concentram as fábricas. A informação passa a ser suporte de todo o aparato que é montado para manutenção da ordem e aumento dos lucros, este ciclo de evolução foi marcado pela Revolução industrial impulsionando o surgimento de uma corrente mecanicista na administração garantindo padronização, velocidade, eficiência e redução de custos, e cujos recursos básicos eram o capital e o trabalho, desenvolveu-se com intensidade a sociedade capitalista, cujo valor central é o progresso econômico, que levaria ao progresso social. Precisam de projetos exatos, enxutos, dispensando o que for demais para a maximização dos lucros, transmitem esse modo de pensar para as tecnologias que criam, resultando em normas que exercem o controle sobre problemas, cuja solução está na discussão sobre o problema em si, que uma vez resolvido, gera satisfação e valor agregado.
. Na era pós-industrial e na sociedade no conhecimento, o recurso essencial é o conhecimento e a comunicação que integram desejos e necessidades das várias manifestações humanas o trabalho intelectual, é o que movimenta as ações do mundo. A construção de padrões e normas fixos para a existência perde a sua função primeira que era o exercício do controle em um mundo em que se sabia sobre as possibilidades do que iria acontecer, portanto o não conhecido, o não formalizado passa a ser valorizado e não excluído como anteriormente o que torna o mundo mais dinâmico. As estruturas auto-organizativas que estão sempre em um processo de autoconhecimento e conhecimento do meio, proporcionam e percebem as oportunidades para si e para os colaboradores e parceiros. Neste contexto há um clima mais propício para que fluam a criatividade, o verdadeiro diálogo e a colaboração, dando significado para o que se faz hoje em dia os meios de produção priorizam não só a produtividade, mas também a qualidade, existe uma preocupação com estratégias pensando nos aspectos econômicos, social e ambiental.
A transição para novas estruturas e organizações encontra resistências, causa impacto e cria caos como em qualquer processo de mudança, porque a necessidade de abandonar antigos paradigmas e modos de ver o mundo, antigas práticas e acomodações pressupões transformações profundas no modo de sentir, pensar e agir. A medida em que a globalização foi acontecendo, o mundo passou a ser visto como uma referência para a origem da riqueza, implicou na uniformização de padrões econômicos e culturais em âmbito mundial. Vivemos em uma profunda revolução tecnológica que parece reafirmar a idéia que a evolução das técnicas é motor das transformações sociais, porém produz dessincronias estruturais no processo de desenvolvimento, as tecnologias avançam rapidamente enquanto as instituições avançam lentamente ou seja, a dificuldade nos dias atuais não está em se construir conhecimento tecnológico ou científico, a problema é fazer que todos tenham acesso a estes meios e que os recursos conquistados sejam utilizados para atividades politicamente corretas. Portanto o grande desafio da gestão do conhecimento é possibilitar que a informação sobre problemas sociais apareça de acordo com as possibilidades reais, e organizar a informação segundo as necessidades dos atores sócias que intervêm no processo de desenvolvimento social tomando decisões demonstrando que o desenvolvimento é algo que se faz, não espera que aconteçam, mas para fazê-lo de outra mentalidade, de uma gestão do conhecimento voltada para o desenvolvimento e para a verdadeira responsabilidade social. A base da gestão do conhecimento são as pessoas, logicamente utilizando todo o arsenal tecnológico da tecnologia da informação que a inteligência humana produz por isso a informação para a participação cidadã depende do desenvolvimento de metodologias e da organização do conhecimento para a produção de informações que, em muitos casos já existem e que precisam ser disponibilizadas, a gestão do conhecimento nas organizações precisa estar direcionada para o desenvolvimento sustentável favorecendo tanto razões econômicas como políticas tão bem quanto razões sociais, de modo que uma não esteja dissimulada atrás da outra.
Concluindo meu raciocínio, as tecnologias e estruturas da sociedade de uma determinada época ou estágio de evolução, estão diretamente ligadas, de tal forma que uma não poderia existir sem a outra, foi assim no passado, é assim nos dias atuais e será assim no futuro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

PROVA SEGUNDA-FEIRA.... MUITA CALMA KERN, MUITA CALMA

Na próxima segunda que está mais pra sexta-feira 13, a turma de mat20101 enfrentará sua primeira prova de fogo, prova de 5 questões da matéria de funções e gráficos. Acho que não sou o único a pensar nesta prova com um certo temor, nunca imaginei que funções fosse um assunto tão complicado, mas fazer o que né?, escolheu matemática por que quis, tá no inferno, se abraça logo com o diabo, então de hoje até 18 horas do dia 26/04 eu respiro função. Esquece splinter cell, Rfactor, call of duty modern warfare dentre otras cositas mas. Não sei se será suficiente para obtenção de uma nota acima de 3, mas como o próprio professor nos disse ontem "Vocês são brasileiros, não desistam nunca".